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Corrida de montanha
Crônica

Corrida de montanha: prepare-se para sofrer

Há duas semanas participei de um trail – uma corrida pela montanha – em Lozoyuela, pequena cidade a 66 quilômetros de Madri e a 1.028 metros de altitude. O Where Is The Limit? Trail Lozoyuela Madrid teve duas distâncias: 12 e 23 quilômetros. Na mais longa, o desnível positivo acumulado era de 674 metros. Como costumo ignorar detalhes como esse para não desistir de participar, vou lá e me inscrevo na longa.

Trail Where Is The Limit em Lozoyuela

Trail Where Is The Limit em Lozoyuela

Acabei chegando em penúltimo lugar entre as mulheres (éramos 13 inscritas nos 23km) e em 187º na classificação geral (entre 192 pessoas). Cheguei à meta, passou mais um garoto depois de mim e começaram a desmontar tudo! Depois chegou uma galera que havia se perdido pelo caminho. Meu tempo foi de 3h 22min 16s, com um ritmo de 8min 43s.

Parece muito, né? E realmente foi. Isso porque correr pela montanha não tem absolutamente nada a ver com correr pelo asfalto. Estou acostumada a correr em parques urbanos, com pequenos desníveis, terreno limpo. E o trail foi o contrário de tudo isso. Muita terra, pedras grandes e pequenas, trechos que quase tive que escalar e subidas eternas. Os 13 primeiros quilômetros, mais ou menos, foram de pura subida. Difícil.

Chega uma hora em que você começa a andar, tanto pelo cansaço quanto pelas pedras e riachos a saltar. Realmente não sei qual foi a mágica de quem acabou a corrida em 1h 46min, com um ritmo de 4min 35s (o ganhador na categoria masculina, Pablo Vega). Houve momentos em que eu, uma pessoa viciada em música e que não corre sem, tive que tirar o fone para poder me concentrar no caminho.

Na largada, meu objetivo era não ser a última a chegar. No caminho, ele já mudou para apenas chegar. E na última parte, era não torcer o tornozelo ladeira abaixo em locais cheios de pedras e não me perder, já que o celular não tinha bateria e estava sozinha: todo mundo já tinha me ultrapassado! Se eu me perdesse por ali, seria difícil me encontrarem. Mas felizmente isso não aconteceu.

O trail foi bem organizado, com direito a ônibus saindo de Madri, faixas oficiais a cada cinco ou dez metros pelo caminho indicando a rota, pessoal de apoio em moto, três pontos de água, paella ao final e bolsa do corredor (com gel, pulseiras WITL? e uma camiseta).

De lembrança, ficou uma unha roxa (ahaha) adquirida durante a descida de tudo o que tivemos que subir na primeira metade da corrida. Não sei como são os tênis de trail, mas o meu, um Asics Gel-Kayano 20, definitivamente não é o mais apropriado.

Para os próximos, tenho algumas ideias claras. Um trail exige muito mais preparação do que uma corrida na cidade. Tênis adequados nunca são demais. No alto da montanha, quando você está lutando com pedras e pulando obstáculos, a música sobra. É sempre bom estar hidratado e ter água ou gel à disposição. Máquina fotográfica também cai bem, porque as paisagem são lindas. E, por fim, um relógio com GPS e que meça distâncias é fundamental.

Deixe suas dicas para correr um trail nos comentários!